O Banco de Leite Humano (BLH) de Foz do Iguaçu completa 25 anos de funcionamento nesta quarta-feira (10) mantendo uma operação que coleta entre 90 e 100 litros de leite humano por mês para atender recém-nascidos que não podem ser amamentados pelas próprias mães por razões médicas.
Criado em 10 de junho de 2001, o serviço recebe o excedente de leite produzido por mães doadoras, realiza o processamento do material e o distribui aos bebês atendidos pela rede de saúde. Todo o leite coletado passa por pasteurização e por análises físicas, químicas e microbiológicas antes de ser liberado para consumo.
Entre a chegada do leite à unidade e sua distribuição aos recém-nascidos, o prazo médio é de uma semana. O período é necessário para a realização dos procedimentos de controle de qualidade e segurança.
Além do fornecimento de leite humano, o banco atua no apoio ao aleitamento materno e no acompanhamento de mães que necessitam de orientação durante o período de amamentação.
Uma das doadoras é Danielle Sousa Santos, mãe de um bebê internado. Mesmo enfrentando a situação delicada, ela decidiu doar o excedente de leite produzido. “Como eu tenho muito leite, porque eu vou tirar e jogar fora se eu posso salvar outras vidas? Como eles estão salvando a vida do meu filho, eu estou ajudando a salvar a vida de outro bebê também. Me conforta saber que eu estou ajudando”, afirmou.
O Banco de Leite iniciou as atividades na antiga Santa Casa Monsenhor Guilherme. Em março de 2004, foi transferido para uma casa na Avenida Gramado, próxima ao Hospital Itamed, onde funciona até hoje por meio de uma parceria entre o hospital, a Itaipu Binacional, o Rotary Club e a Secretaria Municipal de Saúde. Em março deste ano, a parceria com o hospital completou 22 anos.
A doação pode ser feita por mulheres saudáveis que produzem leite em quantidade superior à necessidade do próprio bebê. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, além de contribuir para a alimentação de recém-nascidos atendidos pelo serviço, o aleitamento materno está associado à redução do risco de câncer de mama e ovário, menor incidência de osteoporose, recuperação mais rápida do peso anterior à gestação e diminuição do sangramento pós-parto.