
A terceira proposta salarial apresentada pela gestão do prefeito General Silva e Luna (PL) aos profissionais da educação da rede municipal foi rejeitada em assembleia realizada na noite de terça-feira (9), ampliando o impasse entre a categoria e a prefeitura. Com a nova recusa, os trabalhadores aprovaram a mudança do estado de greve para indicativo de greve, elevando o nível de mobilização durante a campanha salarial.
É a terceira proposta apresentada pelo Executivo desde o início das negociações. O principal ponto de divergência continua sendo o parcelamento do reajuste. A prefeitura oferece reposição de 4,11%, índice correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses, com pagamento dividido em quatro parcelas.
A categoria, por sua vez, defende a aplicação do percentual de 5,40% definido pelo Ministério da Educação para o Piso Nacional do Magistério em 2026 e reivindica que a recomposição salarial seja concedida integralmente, sem parcelamento.
“A nossa briga é pela reposição justa, levando em consideração esse valor mínimo salarial que os profissionais da educação devem receber em qualquer cidade do Brasil”, afirmou a presidente do Sindicato dos Professores e Profissionais da Rede Pública Municipal de Educação de Foz do Iguaçu (Sinprefi), Viviane Dotto.
Embora tenha rejeitado a proposta relacionada ao reajuste salarial, a assembleia aprovou a atualização do auxílio-alimentação oferecida pela prefeitura. O benefício terá reajuste de 10%, passando para R$ 605.
A aprovação do indicativo de greve não representa paralisação imediata, mas sinaliza o agravamento do conflito entre a categoria e a administração municipal. A medida é utilizada pelos trabalhadores para indicar que uma greve poderá ser deflagrada caso as negociações permaneçam sem avanço.
Além da questão salarial, os profissionais mantêm reivindicações relacionadas à aplicação do Plano de Carreira, tema que segue entre os pontos de negociação com o Executivo.
Como próximo passo da mobilização, a categoria definiu participação na audiência pública marcada para o dia 17 de junho, às 10h, na Câmara Municipal. Na ocasião, a Secretaria Municipal da Educação apresentará os resultados do quadrimestre, em uma sessão que deverá ocorrer sob pressão dos servidores que acompanham as negociações salariais.
O sindicato informou que comunicará formalmente as decisões aprovadas em assembleia à prefeitura e aguarda a retomada das negociações.