Um pré-projeto para reconfiguração do Trevo do Charrua prevê restabelecer a ligação direta entre a Região Norte e a área central de Foz do Iguaçu, interrompida após a construção do viaduto da Avenida Costa e Silva sobre a BR-277. A proposta busca eliminar desvios enfrentados diariamente por motoristas e recuperar uma conexão considerada estratégica para a mobilidade urbana da cidade.
Os estudos preliminares, obtidos pela Rádio Cultura, indicam a criação de novas conexões viárias utilizando a estrutura já existente da rodovia federal. O objetivo é permitir novamente a circulação entre os dois lados da cidade sem comprometer o fluxo de longa distância da BR-277.
O projeto parte de um problema que persiste desde a implantação do viaduto da Costa e Silva. A obra eliminou a antiga rotatória do CTG Charrua para aumentar a segurança e ampliar a capacidade da rodovia, especialmente no corredor utilizado pelo transporte de cargas em direção à Ponte da Amizade.
Embora tenha reduzido pontos de conflito no tráfego da BR-277, a intervenção também suprimiu acessos urbanos que conectavam diretamente a Região Norte ao Centro de Foz do Iguaçu. Desde então, moradores, trabalhadores, estudantes e empresários passaram a percorrer trajetos mais longos para cruzar a rodovia.
As imagens do pré-projeto apontam para uma solução baseada na integração entre diferentes modais de transporte. A proposta prevê um sistema formado por alças de acesso, vias marginais, ciclovias e conexões segregadas, mantendo o tráfego de passagem da BR-277 em fluxo contínuo por meio do viaduto já existente.
A intenção é recuperar a conectividade urbana perdida sem reintroduzir cruzamentos que possam comprometer a segurança operacional da rodovia federal.
A Região Norte concentra uma das maiores áreas de expansão populacional de Foz do Iguaçu e reúne milhares de deslocamentos diários em direção ao Centro. A ausência de uma ligação direta entre essas regiões transformou o trecho em um dos principais pontos de reclamação relacionados à mobilidade urbana nos últimos anos.
Caso avance para as próximas etapas de desenvolvimento e obtenha viabilidade técnica e financeira, o projeto poderá representar uma das mudanças mais significativas no sistema viário local desde a construção do viaduto da Costa e Silva, restabelecendo uma conexão urbana eliminada durante a reconfiguração da BR-277.