
Menos de 24 horas após a Câmara de Foz do Iguaçu aprovar a reposição salarial de 4,11% aos servidores municipais, profissionais da educação realizaram um protesto durante audiência pública da Secretaria Municipal de Educação e reforçaram o indicativo de greve da categoria. Os trabalhadores defendem a aplicação, em parcela única, dos 5,4% definidos para o Piso Nacional do Magistério e afirmam que a proposta aprovada pelos vereadores foi rejeitada em assembleia.
A manifestação ocorreu na manhã desta quarta-feira (17), durante a apresentação da prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026 da Secretaria de Educação. Com cartazes e bótons estampando a frase “Profissionais valorizados, educação respeitada”, os servidores acompanharam a audiência e utilizaram o espaço de fala para cobrar valorização profissional, reformulação do plano de carreira e melhores condições de trabalho.
O principal ponto de divergência entre a categoria e a administração municipal é a forma de aplicação do reajuste. Enquanto a proposta aprovada prevê reposição de 4,11% em quatro parcelas, os profissionais reivindicam o pagamento integral do percentual de 5,4% referente ao piso nacional do magistério.
Presidente do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi), Viviane Dotto afirmou que o indicativo de greve permanece diante da ausência de acordo sobre as principais reivindicações da categoria.
“Estamos em indicativo de greve, lutando pelo avanço das negociações, pela reformulação do Plano de Carreira, por melhores condições de trabalho para todos os profissionais da educação e pelo cumprimento do Piso Nacional do Magistério”, declarou.
Além da questão salarial, os profissionais cobram medidas para enfrentar a falta de servidores na rede municipal e a revisão das regras de progressão e valorização da carreira.
Entre os pontos negociados com o governo municipal, a única reivindicação atendida integralmente foi o reajuste de 10% no vale-alimentação. Com a aprovação do projeto pelos vereadores, o benefício passou de R$ 550 para R$ 605 mensais.
Os servidores também criticaram a inclusão, na sessão legislativa de terça-feira (16), de alterações na Lei Orgânica relacionadas à previdência dos trabalhadores vinculados ao FozPrev. Segundo representantes da categoria, a matéria foi colocada em votação sem discussão prévia com os sindicatos.