Um argentino de 67 anos foi preso no Rio de Janeiro acusado de injúria racial após ofender uma trabalhadora de aplicativo durante uma discussão em um supermercado no bairro de Copacabana.
O homem foi identificado como José Luis Haile e teve a prisão preventiva decretada em audiência judicial realizada na terça-feira (22). O caso ocorreu no dia anterior, na fila de um supermercado, onde a vítima retirava pedidos para entrega.
De acordo com a denúncia, Haile reclamou da demora no atendimento e mandou a jovem se calar. Ao ser contestado, passou a ofendê-la com expressões de cunho racista. A vítima, Samara Rodrigues de Lima, de 23 anos, reagiu às ofensas.
A ocorrência foi denunciada por outro cliente argentino que presenciou a cena. Ele afirmou ter decidido intervir ao perceber a vulnerabilidade da jovem e acionou as autoridades.
Haile foi detido ainda na segunda-feira, no local do episódio. Segundo a polícia, ele vive no Brasil há cerca de dois anos. Imagens da abordagem mostram o suspeito vestindo uma camisa da seleção brasileira com o número 10.
Em entrevista ao jornal O Globo, o denunciante afirmou que decidiu agir diante da gravidade da situação. “A vi muito vulnerável e achei que era o correto”, disse.
O caso ocorre dias após a detenção da advogada argentina Agostina Páez, também acusada de racismo no país, e reforça a sequência recente de episódios envolvendo estrangeiros.
Natural de La Plata, Haile mantém perfis ativos nas redes sociais, onde publica conteúdos sobre sua rotina no Rio de Janeiro. Ele possui antecedente na Argentina: em 2018, foi detido acusado de agredir um cambista.
A legislação brasileira prevê pena de reclusão para o crime de injúria racial, que pode resultar em prisão preventiva conforme avaliação judicial.