
Foz do Iguaçu lançou nesta segunda-feira (15) o Plano Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, documento que vai orientar as políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população pelos próximos cinco anos. O lançamento ocorre em um cenário em que aproximadamente 8,5 mil idosos vivem sozinhos no município, realidade apontada pela Secretaria Municipal de Assistência Social como um dos principais desafios para a estruturação da rede de atendimento.
Com vigência até 2030, o plano reúne metas e ações nas áreas de assistência social, saúde, mobilidade urbana, habitação, esporte, lazer e cultura. A proposta é preparar o município para o crescimento da população idosa e organizar diretrizes para o atendimento, proteção e garantia de direitos desse público.
O documento foi elaborado de forma coletiva com participação do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades, órgãos públicos, entidades parceiras e representantes da própria população idosa. Também contribuíram para a construção do plano a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Secretaria Municipal de Saúde, a 9ª Regional de Saúde, o Sesc, a OAB Foz do Iguaçu e o Condomínio do Idoso.
Segundo a administração municipal, as propostas foram formuladas a partir da análise da realidade local e de consultas realizadas com idosos do município para identificar demandas e prioridades relacionadas ao envelhecimento.
O lançamento foi realizado no Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data dedicada ao enfrentamento de abusos, negligência, abandono e outras formas de violação de direitos.
Durante a cerimônia, o prefeito Joaquim Silva e Luna afirmou que o município precisa se preparar para uma mudança demográfica que já está em curso.
“É um passo importante. O mundo tende a ter uma população crescente de idosos e precisamos estar preparados para essa realidade. O plano trata exatamente das dificuldades enfrentadas por essa população e cria um caminho para que possamos avançar”, afirmou.
O secretário municipal de Assistência Social, Alex Thomazi, destacou que o número de idosos que vivem sozinhos reforça a necessidade de planejamento permanente.
“Estamos em uma cidade, um estado e um país que envelhecem rapidamente. Precisamos estar preparados para isso. O plano foi construído pensando nos próximos cinco anos e ouvindo os próprios idosos sobre aquilo que consideram prioridade”, disse.
Além de orientar as ações do poder público, o plano passa a servir como referência para a articulação entre os serviços que atuam no atendimento à população idosa. A expectativa é que o documento permita acompanhar demandas relacionadas ao acesso à saúde, assistência social, mobilidade, convivência comunitária e proteção de direitos.
A criação do plano insere Foz do Iguaçu em um movimento de adaptação das políticas públicas ao envelhecimento populacional. Com milhares de idosos vivendo sozinhos e uma tendência de crescimento dessa parcela da população, o município passa a contar com um instrumento de planejamento voltado à organização da rede de atendimento e à definição de prioridades para os próximos anos.