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Projeto de Valentina Rocha institui protocolo contra racismo e intolerância religiosa nas escolas

Medidas aprovadas pela Câmara estabelecem ações preventivas e procedimentos obrigatórios para casos de discriminação

Por: Redação Fonte: Com informações da Assessoria
06/05/2026 às 18h54 Atualizada em 06/05/2026 às 19h04
Projeto de Valentina Rocha institui protocolo contra racismo e intolerância religiosa nas escolas
Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou em dois turnos projeto que cria protocolo antirracista e de combate à intolerância religiosa nas escolas da rede pública e privada do município. Foto: Christian Rizzi

A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou, em dois turnos nesta quarta-feira (6), o projeto de lei da vereadora Valentina Rocha que cria um protocolo antirracista e de combate à intolerância religiosa nas escolas das redes pública e privada do município.

A proposta estabelece medidas preventivas e procedimentos obrigatórios para casos de discriminação racial e religiosa no ambiente escolar. O texto agora segue para sanção do prefeito.

O protocolo prevê duas frentes de atuação: preventiva e repressiva.

Na etapa preventiva, as escolas poderão desenvolver palestras, oficinas, rodas de conversa, aulas de campo e outras atividades voltadas ao debate sobre racismo estrutural, intolerância religiosa, violência discriminatória e seus impactos sociais. O texto também inclui discussões sobre racismo ambiental.

Já na etapa repressiva, o projeto define procedimentos que deverão ser adotados pelas instituições de ensino diante de episódios de discriminação. Entre as medidas previstas estão a interrupção imediata da conduta discriminatória, acolhimento da vítima com garantia de sigilo, registro formal da ocorrência, comunicação à direção escolar e acionamento de órgãos competentes em situações mais graves.

O protocolo também prevê análise preliminar dos casos, comunicação aos responsáveis, possibilidade de mediação e acompanhamento psicossocial quando necessário.

Autora da proposta, Valentina Rocha afirmou que o objetivo é impedir a relativização de episódios de racismo e intolerância religiosa no ambiente escolar.

“Quando acontecem fatos de intolerância religiosa ou racismo, os funcionários das escolas podem entender qual protocolo seguir. Crimes como esses não podem ser relativizados”, declarou.

A parlamentar afirmou ainda que a diversidade cultural e religiosa de Foz do Iguaçu exige instrumentos específicos de prevenção e enfrentamento à discriminação desde a infância.

“Uma cidade como Foz do Iguaçu, tão diversa, não pode deixar de ter protocolo dentro das escolas”, afirmou.

Durante a votação, a vereadora Anice Gazzaoui defendeu a importância da proposta e relacionou intolerância religiosa e racismo estrutural.

“A intolerância religiosa nunca vem sozinha, ela vem com racismo”, declarou.

Mudança no Código de Posturas

Na mesma sessão, os vereadores também aprovaram outro projeto de autoria de Valentina Rocha que altera o Código de Posturas do município para ampliar garantias relacionadas à liberdade religiosa.

O texto aprovado estabelece que manifestações religiosas não poderão sofrer sanções administrativas ou interrupções sem comprovação técnica prévia, salvo em situações de risco iminente à saúde ou à segurança pública.

Segundo a justificativa apresentada pela vereadora, a mudança busca evitar interpretações subjetivas em fiscalizações relacionadas à emissão de sons em manifestações religiosas.

A proposta mantém os limites legais para emissão sonora, mas condiciona eventual autuação à realização de aferição técnica com equipamentos adequados e calibrados.

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