
O líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado estadual Arilson Chiorato (PT), defendeu a redução da jornada de trabalho e afirmou que o fim da escala 6x1 deve integrar o debate nacional sobre direitos trabalhistas e qualidade de vida. Durante discurso na tribuna da Alep, o parlamentar declarou que a adoção do modelo 5x2 pode reduzir o desgaste físico e emocional dos trabalhadores.
Segundo Arilson, a reorganização da jornada de trabalho precisa ser discutida como parte das políticas de valorização do trabalho e de melhoria das condições de vida da população. O deputado afirmou que jornadas extensas afetam a convivência familiar, o acesso ao lazer e a saúde física e mental dos trabalhadores.
“A escala 5x2 representa dignidade para quem faz o Brasil crescer todos os dias. As pessoas precisam ter mais tempo para a família, para a saúde, para o lazer e para viver com qualidade”, afirmou o parlamentar durante a sessão plenária.
O deputado também argumentou que experiências internacionais relacionadas à redução da carga horária indicam possibilidade de melhora na produtividade e nos indicadores de bem-estar. Para ele, o Brasil precisa aprofundar a discussão sobre modelos de jornada considerados mais equilibrados.
“A escala 5x2 é importante para as pessoas terem mais tempo para lazer, para a saúde, para a família e inclusive para muitos irem à igreja”, disse.
Durante o pronunciamento, Arilson relacionou o debate sobre jornada de trabalho às políticas econômicas e sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado citou programas como Desenrola Brasil 2.0, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular, Mais Médicos e Pé-de-Meia.
Segundo o parlamentar, medidas como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e a política de valorização do salário mínimo acima da inflação também contribuem para ampliar o poder de compra da população e reduzir desigualdades sociais.
Outro tema defendido pelo líder da Oposição foi a ampliação do debate sobre tarifa zero no transporte coletivo. Arilson afirmou que políticas de gratuidade podem reduzir custos para as famílias e ampliar o acesso da população ao trabalho e aos serviços urbanos.
O tema do fim da escala 6x1 tem sido discutido nacionalmente por sindicatos, parlamentares e movimentos ligados aos direitos trabalhistas, em meio a debates sobre saúde mental, equilíbrio entre vida profissional e pessoal e condições de trabalho no país.